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All IPCC definitions taken from Climate Change 2007: The Physical Science Basis. Working Group I Contribution to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change, Annex I, Glossary, pp. 941-954. Cambridge University Press.

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Climate Hustle

Como terminou a Pequena Idade do Gelo?

O que a ciência diz...

Os principais fatores para o arrefecimento na Pequena Idade do Gelo foram a diminuição da atividade solar e o aumento da atividade vulcânica. Esses fatores não podem explicar o aquecimento global observado nos últimos 50-100 anos. Além disso, é fisicamente incorreto afirmar que o planeta está simplesmente "se recuperando" da Pequena Idade do Gelo.

Argumento cético...

Estamos saindo da Pequena Idade do Gelo

"A temperatura global tem aumentado a uma taxa constante de 0,5°C por século desde o fim da pequena idade do gelo em 1700 (quando o rio Tâmisa costumava congelar a cada inverno; a última vez que ele congelou foi em 1804) ...

 

...

 

O IPCC culpa as emissões humanas de dióxido de carbono pelo último aquecimento. Mas no consenso geral as emissões humanas de dióxido de carbono só foram grandes o suficiente para terem um efeito significativo a partir de 1940, no entanto, a tendência de aquecimento estava instalada mais de um século antes disso. "(David Evans)

O argumento de que nós estamos simplesmente "saindo da Pequena Idade do Gelo (PIG)" assume um dos dois pressupostos:

1. O planeta oscila em torno de uma temperatura natural de equilíbrio de tal forma que quando ele esfria ele deve aquecer para retornar a essa temperatura, e vice-versa.

2. O que quer que tenha causado o resfriamento da PIG se inverteu e agora está causando o aquecimento global.

O primeiro pressuposto demonstra a falta de compreensão a respeito das causas das mudanças planetárias de temperatura. O segundo não se sustenta sob a análise dos dados empíricos.

Causas das Mudanças Climáticas

Um aumento a longo prazo da temperatura média da Terra é causado por uma alteração no equilíbrio da energia planetária (entrada vs. saída de energia), também conhecido como um "forçamento radiativo". Se as quantidades de energia que entra e sai são iguais, o planeta está em equilíbrio e sua temperatura, em média, não vai aumentar.

Note-se que ao longo de períodos curtos de tempo, a energia pode ser trocada entre os oceanos da Terra e o ar da superfície através de ciclos naturais, tais como a Oscilação Decadal do Pacífico, o que pode resultar num aquecimento de curto prazo da superfície dos oceanos e do ar às custas do resfriamento dos oceanos mais profundos, ou vice-versa. No entanto, esses ciclos oscilam entre estados positivos e negativos, que a longo prazo se anulam mutuamente e não causam tendências significativas de temperatura. Essas oscilações não produzem e nem retêm o calor; elas simplesmente o movem e, portanto, fisicamente falando não podem causar aquecimento ou resfriamento global. Além disso, se esses ciclos estivessem aquecendo a superfície, eles estariam fazendo com que os oceanos resfriassem, o que é o oposto do que se observa.

Existem diferentes fatores que podem causar um desequilíbrio energético planetário. Alguns dos exemplos mais comuns são as mudanças na atividade solar, os gases de efeito estufa na atmosfera, a atividade vulcânica, a refletividade global da Terra, e as variações na órbita da Terra em torno do Sol (também conhecidas como "ciclos de Milankovitch '). No entanto, o ponto chave é que o planeta não vai aquecer ou arrefecer a longo prazo, a menos que haja um forçamento radiativo que cause um desequilíbrio energético planetário. Assim, o planeta não vai aquecer simplesmente porque ele tinha resfriado anteriormente, e a noção de que o planeta está apenas "se recuperando" da PIG, fisicamente, não faz sentido.

Causas da Pequena Idade do Gelo

Portanto, a única maneira para o atual aquecimento ter sido causado porque "estamos saindo da PIG" seria se o que causou o desequilíbrio energético, resultando no resfriamento da PIG, tivesse desde então estado alterado de forma a causar uma forçante radiativa positiva, resultando, assim, no aquecimento global que temos observado ao longo do último século. Os cientistas do clima têm proposto diversos fatores que provavelmente contribuíram para o arrefecimento global da PIG.

Redução da Atividade Solar

A PIG ocorreu, aproximadamente, do século 16 ao 19. Durante esse período, existiram períodos de diminuição significativa da atividade solar conhecidos como Mínimo de Spörer (1460-1550) e Mínimo de Maunder (1645-1715). Esses mínimos foram discutidos na obra seminal de Eddy (1976). Além desses, o Mínimo de Dalton foi um período menos proeminente de diminuição da atividade solar, observado de 1790 a 1830.

Figura 1: Reconstrução da irradiação solar total (Delaygue e Bard 2010)

Esses períodos de atividade solar reduzida, provavelmente, contribuíram para o resfriamento da PIG. E a atividade solar tem aumentado desde o final do Mínimo de Dalton até o 'Máximo Moderno'. Contudo, a atividade solar não tem aumentado, em média, desde a metade do século 20.

PMOD TSI

Figura 2: Irradiação Solar Total medida por satélite de 1978 a 2010

Estudos para quantificar as contribuições das várias forçantes radiativas na mudança global de temperatura têm estimado que ao longo do século passado, o aumento na irradiação solar foi responsável por cerca de 15-20% do aquecimento global (Meehl 2004). Contudo, ele não explicaria o aquecimento acelerado dos últimos 50 anos.

Figura 3: Mudança da temperatura pela forçante radiativa solar vs. aumento observado da temperatura global da superfície (Meehl 2004)

Aumento da Atividade Vulcânica

A Terra vivenciou um aumento da atividade vulcânica durante a PIG. Erupções vulcânicas liberam aerossóis na atmosfera que espalham a luz solar, causando escurecimento e resfriamento global. De acordo com Crowley et al. (2000),

"durante o período de 1400-1850, a contribuição vulcânica [para a variância nas temperaturais globais na escala decadal] aumentou de 41 para 49% (P < 0,01), o que indica um papel muito importante do vulcanismo durante a Pequena Idade do Gelo."

Contudo, a atividade vulcânica tem tido uma forçante líquida negativa (efeito de resfriamento) ao longo do século passado, particularmente a partir de 1950, a portanto não explicaria o aquecimento global durante esse perído.

Figura 4: Mudança da temperatura pela forçante radiativa vulcânica vs. aumento observado da temperatura global da superfície (Meehl 2004)

Declínio da Circulação Oceânica

Outra contribuição proposta para o resfriamento da PIG é a desaceleração da circulação da termohalina pela introdução de uma grande quantidade de água doce no Oceano Atlântico Norte, potencialmente como resultado do derretimento do gelo da Groenlândia causado pelo aumento das temperaturas durante o Período Quente Medieval. A Corrente do Golfo é parte da circulação da termohalina, e transporta água quente da corrente do equador para a Europa. Se o Oceano Atlântico Norte é diluído com água doce, essa corrente pode potencialmente se tornar mais lento ou até mesmo desaparecer completamente. Broecker (2000) propôs esse mecanismos como um contribuidor para o resfriamento da PIG.

Contudo, visto que a Cobertura de Gelo da Groenlândia diminuiu devido ao aquecimento global ao longo do século passado e que, como resultado, a redução e o potencial desaparecimento da circulação da termohalina tem se tornado uma preocupação, evidentemente, a circulação do oceano não teve um efeito de aquecimento ao longo do século passado.

Declínio da População Humana

A Peste Negra causou uma redução na população humana da Europa, Leste Asiático, e Oriente Médio durante o século 14 e um consequente declínio na atividade agrícola. Um efeito similar ocorreu na América do Norte após o contato com os Europeus no século 16. Ruddiman (2003) sugere o reflorestamento ocorrido como um resultado dessa redução da população humana e da atividade agrícola, permitindo uma maior captação de dióxido de carbono da atmosfera para a biosfera, e consequentemente um efeito de resfriamento. Ruddiman concluiu que

"Se uma redução de 10 ppm de CO2 for causada por eventos de reflorestamento induzidos por pragas, as temperaturas do hemisfério norte poderiam ser reduzidas em ~0,17°C, assumindo-se uma sensibilidade de 2 x CO2 de 2,5°C."

É claro que nós vimos o efeito oposto nos últimos séculos, visto que a população humana continuou a crescer, aumentando o desmatamento, e, claro, as emissões antrópicas de CO2 pela queima de combustíveis fósseis. No entanto, é difícil classificar o aumento das emissões de gases de efeito estufa humano como uma "recuperação da PIG."

O Planeta não está se Recuperando da PIG

Para resumir, com excepção da população humana, os fatores que contribuíram para a PIG não dão conta do aquecimento global dos últimos 50-100 anos. Além disso, não é fisicamente preciso afirmar que o planeta está simplesmente se "recuperando" da PIG. Esse argumento é o mesmo que dizer que, quando você solta uma bola de um penhasco, ela cai porque um penhasco costuma ser mais alto. Existe um mecanismo físico para essas mudanças. No caso da bola, ela cai devido à força gravitacional na superfície da Terra. No caso da temperatura global, ela está aquecendo pelo aumento do efeito de estufa causado pelas atividades humanas.

Argumento Avançado escrito por dana1981


Atualização em Julho de 2015:

A seguir é apresentada uma vídeo-palestra do curso Denial101x - Making Sense of Climate Science Denial

Vídeos adicionais do mesmo curso

Entrevista com o especialista Tim Osborne

Entrevista com o especialista Mike Lockwood

Translation by claudiagroposo, . View original English version.



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