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All IPCC definitions taken from Climate Change 2007: The Physical Science Basis. Working Group I Contribution to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change, Annex I, Glossary, pp. 941-954. Cambridge University Press.

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Climate Hustle

O que os e-mails hackeados da CRU, sobre o "Climategate", têm a nos dizer?

O que a ciência diz...

Apesar de alguns dos e-mails do CRU parecerem condenatórios quando citados fora do contexto, diversas investigações inocentaram os cientistas. O Independent Climate Change Email Review colocou os e-mails no contexto ao investigar as principais alegações. Eles afirmaram que o rigor e a honestidade dos cientistas não estão em dúvida, e que o comportamento não prejudicou as conclusões do IPCC, apesar de terem falhado em exibir o grau de transparência adequado. Os e-mails do CRU não negam a montanha de evidências do aquecimento global antrópico.

Argumento cético...

E-mails do CRU (escândalo "Climategate") sugerem conspiração

"Os 1079 e-mails e os 72 documentos parecem de fato a evidência de um escândalo envolvendo a maioria dos mais proeminentes cientistas forçando a teoria do aquecimento global antrópico - um dos maiores escândalos da ciência moderna. [...] os e-mails sugerem conspiração, conluio para exagerar dados de aquecimento, possivelmente envolvendo destruição ilegal de material inconveniente, resistência organizada à divulgação de fatos, manipulação de dados, admissão privada de falhas em suas reivindicações públicas e muito mais." (Andrew Bolt, Herald Sun)

A prova n° 1 da teoria da conspiração climática é uma coleção de e-mails roubados da Unidade de Pesquisas Climáticas (Climatic Research Unit - CRU, no original em inglês), da Universidade de East Anglia (UEA), que apareceram na internet em novembro de 2009.

Fundada em 1972, a CRU é uma pequena unidade de pesquisa com aproximadamente 16 funcionários. A CRU é mais conhecida por seu trabalho, desde 1978, no registro global de medições instrumentais de temperatura de 1850 até o presente, ou CRUTEM. Os dados de temperatura da superfície terrestre são combinados com os de temperatura da superfície dos oceanos do UK Met Office Hadley's Centre's para formar o registro de temperaturas da terra e do mar chamado HadCRUT. A CRU também publicou reconstruções de temperaturas pré-1850 baseadas em anéis de crescimento de árvores, e os cientistas do grupo estão envolvidos com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC).

Os 1073 e-mails correspondem a 13 anos de comunicação entre colegas da CRU. Muitos destes apresentam conteúdo ordinário, porém na era digital foi preciso de apenas algumas horas para que negacionistas os tomassem e distorcessem. Negacionistas alegaram que os cientistas da CRU manipularam dados de temperatura e anéis de árvores para dar suporte a conclusões pré-determinadas, que eles obstruíram a Liberdade de Informação negando-se a fornecer dados requeridos e que eles corromperam os processos de revisão pelos pares e do IPCC.

A história foi rapidamente apelidada de Climategate e se espalhou rapidamente a partir de blogs negacionistas, através de colunistas conservadores chegando até a mídia geral. A hipérbole se elevou ainda mais. Teóricos da conspiração se refestelaram, alegando que qualquer pessoa mencionada em algum dos e-mails, ou remotamente conectada à CRU, deveria também fazer parte de uma conspiração. Deste modo, a teoria da conspiração Climategate virou uma bola de neve e incluiu todos os domínios da ciência climática. Os e-mails da Climategate foram taxados como "o último prego no caixão do aquecimento global antrópico", e a mídia ficou no mínimo muito feliz por poder usar essa controvérsia.

Os cientistas da CRU foram inocentados

Nos meses que se seguiram houve diversas investigações sobre as alegações causadas pelos e-mails. Quando algumas das citações mais sugestivas obtidas dos e-mails são utilizadas por especialistas, fora do contexto, elas podem parecer muito graves. No entanto, nenhuma das investigações encontrou fraude ou conspiração nos e-mails.

A investigação mais abrangente foi a Independent Climate Change Email Review comandada por Sir Muir Russel, encarregado pela UEA de examinar o comportamento dos cientistas da CRU (mas não a validade científica dos seus trabalhos). O relatório final foi publicado em julho de 2010. Essa investigação não foi superficial: ela examinou minuciosamente as principais alegações levantadas a partir dos e-mails e suas implicações em detalhes meticulosos. Ela se focou no que os cientistas da CRU fizeram, e não no que disseram, investigando as evidências a favor e contra cada alegação. E além de tudo fez algo que a mídia falhou completamente em fazer: tentou colocar a ação dos cientistas da CRU em contexto.

A análise retornou às fontes primárias para ver se a CRU estava, realmente, escondendo ou falsificando seus dados. Ela considerou quanto das ações do CRU influenciaram as conclusões do IPCC sobre as temperaturas do último milênio. A investigação encomendou um artigo do Dr Richard Horton, editor do The Lancet, sobre o contexto científico da revisão pelos pares. Perguntaram aos editores de revisão do IPCC quanta influência as pessoas poderiam exercer nos grupos de redação. E também reviu os processos de liberdade de informação da universidade e a relação da CRU com estes. Muitas dessas ações poderiam ter sido tomadas por qualquer jornalista, porém poucos se incomodaram em fazê-lo.

A investigação também teceu comentários sobre o contexto mais amplo da ciência no século XXI. Parafraseando uma passagem do capítulo 5: "a emergência da blogosfera requer uma abertura mais expressiva dos cientistas. No entanto, fornecer detalhes necessários para validar grandes quantidades de dados pode ser difícil e demandar tempo, e de que forma as leis de Liberdade de Informação se aplicam à pesquisa ainda é uma área em desenvolvimento. Enquanto isso, o público precisa entender que a ciência não pode e não produz respostas absolutamente precisas. Apesar das incertezas poderem se tornar menores e mais restritas com o passar do tempo, elas são uma parte da ciênciacom a qual os tomadores de decisões têm que aprender a lidar". O capítulo conclui: "A investigação pede a todos os cientistas que aprendam a comunicar seu trabalho de forma que o público possa acessá-lo e entendê-lo".

O estudo aborda também o fenômeno psicológico muito conhecido de que  e-mails são menos formais do que outras formas de comunicação: "Formas extremas de linguagem são frequentemente utilizadas para situações cotidianas, por pessoas que nunca as usariam em outros canais de comunicação". Os cientistas da CRU presumiram que seus e-mails seriam um canal privado, então se utilizaram de "gírias, jargões e acrônimos" que teriam sido melhor explicados caso eles estivessem falando com o público. E apesar de alguns e-mails sugerirem que a CRU saiu da sua direção para tornar a vida dos seus críticos mais difícil, existem outros que sugerem que eles voltaram atrás rumo à integridade. Portanto, a investigação constatou que "os e-mails não podem ser utilizados como evidência do que realmente ocorreu, nem serem utilizados como indicativo de um comportamento real extremo, excepcional ou não profissional." [seção 4.3]

Assim, quando colocado no contexto adequado, o que esses e-mails revelam sobre o comportamento dos cientistas da CRU? O relatório da investigação concluiu (ênfase dos investigadores):

A ciência climática é um assunto de importância global, na qual os mais altos padrões de honestidade, rigor e franqueza são necessários à sua conduta. Relativo às alegações específicas feitas contra o comportamento dos cientistas da CRU, nós observamos que o rigor e a honestidade deles como cientistas não são postos em dúvida.

Adicionalmente, nós não achamos que o comportamento deles tenha prejudicado a integridade dos conselhos dados aos tomadores de decisões. Em particular, nós não encontramos nenhuma evidência de comportamento que possa enfraquecer as conclusões dos relatórios do IPCC.

Mas nós descobrimos que houve um padrão consistente de não exibir o grau de abertura apropriado, tanto por parte dos cientistas da CRU quanto por parte da UEA, que falhou em reconhecer não apenas a significância das exigências legais mas também o risco à reputação da Universidade e, também, à credibilidade da ciência climática do Reino Unido. [1.3]

Essas constatações gerais são mais ou menos consistentes ao longo de todo o relatório investigado. As constatações específicas são sumarizadas nas seguintes refutações: "A CRU adulterou os dados de temperatura?", "O que significa 'o truque de Mike', na revista Nature, para 'esconder o declínio'?, "Climategate e o processo de revisão pelos pares", "Os cientistas céticos foram deixados de fora do IPCC?", e "Climategate e os pedidos de liberdade de informação".  

 

A ciência permanece inalterada pelo Climategate

O argumento de que o Climategate revela uma conspiração internacional da ciência do clima não é realmente um argumento muito cético. Ele o é no sentido frágil de questionar a autoridade, mas termina por aí. Ao contrário de um verdadeiro ceticismo, não vai a fundo para examinar todas as evidências e tirar uma conclusão baseada nestas. Ao invés disso, suprime evidências e seleciona e-mails sugestivos, vendo tudo como prova incontestável de conspiração, e conclui que toda ciência climática é culpada por associação. Isso não é ceticismo, isso é teoria da conspiração.

Em verdade, o Climategate não jogou nenhuma dúvida legítima nos resultados da CRU, menos ainda nas conclusões da comunidade científica como um todo. O trabalho completo da CRU engloba apenas uma pequena parcela das evidências do Aquecimento Global Antrópico (AGA). Existe toda uma série de linhas de evidências para o aquecimento global, e para a influência humana no clima, que de nenhuma forma dependem do comportamento dos cientistas da CRU. O aquecimento global foi observado não apenas em terra mas também nos oceanos e na troposfera, bem como tem sido confirmado por diversos outros indicadores, como o conteúdo de calor dos oceanos, umidade, nível do mar, geleiras e o gelo do oceano Ártico. E enquanto o taco de hóquei nos diz que os humanos causaram um distúrbio profundo no sistema climático, nós não precisamos dele para saber que estamos causando o aquecimento global. O padrão de aquecimento que observamos é o mesmo há muito previsto para o aquecimento por gases estufa: a estratosfera está esfriando, as noites têm aquecido mais rápido que os dias e os invernos mais rápido que os verões.

Mas isso realmente não se encaixa na narrativa que os negacionistas preferem contar: que o AGA é uma casa de cartas que está colapsando. É muito difícil atacar todas as diferentes linhas de evidências do aquecimento global. Ao invés disso eles tendem a focar em algumas das mais divulgadas e tentam associá-las com alguns indivíduos, criando um alvo muito mais fácil. Ainda assim, enquanto negacionistas bisbilhotam nos e-mails dos cientistas, a ciência de verdade tem se tornado mais preocupante. Vários estudos amplos durante 2009 e 2010 observaram que as coisas podem estar piores do que pensávamos.

Longe de expor uma fraude climática, "Climategate" apenas expôs a profundidade à qual os negacionistas estão aceitando submergir nas suas tentativas de criar dúvida sobre o AGA. Eles não podem vencer o debate no campo científico, então agora estão tentando desacreditar os pesquisadores que fazem a ciência. O Climategate foi um escândalo falso do início ao fim, e a mídia engoliu o anzol, a linha e a chumbada. O escândalo, na verdade, é o ataque à ciência climática, que causou imensuráveis danos à reputação dos cientistas envolvidos, à confiança pública na ciência e às perspectivas de mitigação do aquecimento futuro.

Refutação a nível avançado escrita por James Wight

 

Atualização de Julho de 2015:

Abaixo segue uma video aula relacionada, do curso Denial101x - Making Sense of Climate Science Denial

Entrevista com o especialista Kevin Trenberth

Translation by Luciano Marquetto, . View original English version.



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