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All IPCC definitions taken from Climate Change 2007: The Physical Science Basis. Working Group I Contribution to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change, Annex I, Glossary, pp. 941-954. Cambridge University Press.

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Climate Hustle

O CO2 sobe depois da temperatura - o que isso significa?

O que a ciência diz...

Quando a Terra sai de uma Era Glacial, o aquecimento não é iniciado pelo CO2, mas sim por mudanças na órbita terrestre. O aquecimento provoca a liberação de CO2 pelos oceanos. O CO2 amplifica aquele aquecimento inicial, espalhando o aquecimento por todo o planeta. Portanto, o CO2 causa aquecimento E TAMBÉM o aumento de temperatura causa aumento de CO2. Ao todo, 90% do aquecimento acontece depois do aumento de CO2.

Argumento cético...

"Um artigo da revista Science mostrou que um aumento do dióxido de carbono não precedia o aumento de temperatura, mas sim o sucedia 200 a 1000 anos depois. Um aumento nos níveis de dióxido de carbono não pode ter causado um aumento na temperatura se ele ocorreu depois deste." (Joe Barton)

No último meio milhão de anos, nosso clima experimentou longas eras glaciais entrecortadas por breves períodos quentes chamados de interglaciais. O dióxido de carbono atmosférico acompanha muito bem este ciclo, aumentando em 80 a 100 partes por milhão quando as temperaturas na Antártica aumentam em 10 ºC. Porém, quando examinamos mais atentamente, o aumento do CO2 na verdade ocorre cerca de 1.000 anos depois das mudanças de temperatura na Antártica. Ao mesmo tempo que este resultado jáera previsto háduas décadas (Lorius 1990), ele ainda surpreende e confunde muita gente. Seráque o aquecimento aumenta o CO2 ou seria o contrário? Na verdade, a resposta é"ambos".

Figura 1: Registros dos núcleos de gelo de Vostok para concentrações de dióxido de carbono (Petit 2000) e mudanças de temperatura (Barnola 2003)

As interglaciais acontecem mais ou menos a cada 100.000 anos. Isso échamado de Ciclo de Milankovitch, o qual écausado por mudanças na órbita terrestre. Hátrês fatores principais nestes ciclos. A forma da órbita da Terra ao redor do sol (excentricidade) varia entre uma elipse e uma forma mais circular. O eixo da Terra éinclinado em relação ao sol em aproximadamente 23 ºC. Esta inclinação oscila entre 22,5 ºe 24,5 ºC (obliquidade). Conforme a Terra gira em torno de seu eixo, este também oscila entre um sentido apontando para a estrela do Norte, e outro apontando para a estrela Vega (precessão).

Figura 2: As três principais variações orbitais. Excentricidade: mudanças na forma da órbita da Terra. Obliqüidade: mudanças na inclinação do eixo de rotação da Terra. Precessão: variação do sentido desse eixo de rotação.

O efeito combinado desses ciclos orbitais causa mudanças de longo prazo na quantidade de luz solar atingindo a Terra nas várias estações, principalmente em altas latitudes. Por exemplo, hácerca de 19.000 anos, variações orbitais iniciaram um aquecimento nas latitudes mais altas, fazendo com que grandes quantidades de gelo derretessem, e fazendo com que muita água doce escorresse para os oceanos. Isso perturbou a circulação termoalina no Atlântico Sul, fazendo com que ocorresse uma gangorra, com o aquecimento se alternando entre os hemisférios (Shakun 2012). O hemisfério sul e seus oceanos se aqueceram primeiro, começando hácerca de 18.000 anos. Conforme o Oceano Antártico se aqueceu, a solubilidade do CO2 na água diminuiu (Martin 2005). Isso faz com que o oceano libere mais CO2, emitindo-o na atmosfera. O mecanismo exato de como o oceano profundo libera seu CO2 não é ainda totalmente compreendido, mas acredita-se que esteja relacionado com a mistura da água nas diferentes profundidades (Toggweiler 1999).

A liberação de CO2 dos oceanos tem muitos efeitos. O aumento do CO2 atmosférico amplifica o aquecimento original. A forçante relativamente fraca do ciclo de Milankovitch é insuficiente para causar uma mudança dramática na temperatura que tirasse nosso planeta de uma Era Glacial (a chamada deglaciação). Entretanto, quando consideramos o efeito combinado da variação orbital com sua amplificação por meio do CO2, temos um resultado consistente com as observações.

Aquele CO2 emitido pelo Oceano Antártico também se mistura pela atmosfera, espalhando o aquecimento em direção ao norte (Cuffey 2001). Sedimentos marinhos tropicais registram aumento de temperatura nos trópicos cerca de 1000 anos depois do Oceano Antártico, mais ou menos ao mesmo tempo do aumento de CO2 (Stott 2007). Os núcleos de gelo na Groenlândia mostram que o aquecimento no Hemisfério Norte também tem uma defasagem em relação ao aumento de CO2 antártico (Caillon 2003).

O CO2 do Oceano Antártico também se mistura pela atmosfera, espalhando o aquecimento em direção ao norte (Cuffey 2001). Sedimentos tropicais marinhos registram aquecimento nos trópicos cerca de 1000 anos depois do aumento de temperatura na Antártica, mais ou menos ao mesmo tempo do aumento de CO2 (Stott 2007). As núcleos de gelo na Groenlânda mostram que o aquecimento no Hemisfério Norte acontece depois do aumento de CO2 antártico (Caillon 2003).

Quando alguém afirma que este atraso refuta o efeito do CO2 sobre o aquecimento, está apenas mostrando uma falta de compreensão dos processos que determinam os ciclos de Milankovitch. Uma leitura das pesquisas científicas sobre os períodos passados de deglaciação nos mostra muitas coisas:

  • A deglaciação não é iniciada pelo CO2, mas sim pelos ciclos orbitais;

  • O CO2 amplifica o aquecimento, que não pode ser explicado apenas pelos ciclos orbitais;

  • O CO2 espalha o aquecimento por todo o planeta.

Ao todo, mais de 90% do aquecimento ocorrido na deglaciação acontece depois do aumento do CO2 atmosférico (Figura 3)

Figura 3: Conjunto global de testemunhos paleoclimáticos (azul), mostrados no gráfico como desvios da temperatura média do início do Holoceno (11,5 a 6,5 mil anos atrás); uma série histórica de temperatura composta de núcleos de gelo Antárticos (vermelho), e a concentração atmosférica de CO2 (pontos amarelos). Estão indicados os períodos do Holoceno, o Dryas recente (YD), BøllingAllerød (BA), Dryas antigo (OD) e o Último Máximo Glacial (LGM). Margens de incerteza de 1-sigma; ppmv = partes por milhão em volume. Shakun et al. Figura 2a.

Translation by Alexandre, . View original English version.



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