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All IPCC definitions taken from Climate Change 2007: The Physical Science Basis. Working Group I Contribution to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change, Annex I, Glossary, pp. 941-954. Cambridge University Press.

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Os níveis de CO2 estão aumentando?

O que a ciência diz...

Atualmente, os humanos emitem cerca de 29 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano para a atmosfera. Cerca de 43% permanece na atmosfera - é a 'fração aérea'. O restante é absorvido pela vegetação e pelos oceanos. Embora haja dúvidas sobre quanto a fração aérea está aumentando, está claro que a quantidade total de CO2 na atmosfera está aumentando dramaticamente. Os níveis atuais de CO2 são os mais altos em 15 milhões de anos.

Argumento cético...

O CO2 não está aumentando

"...há a polêmica de Wolfgang Knorr do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Bristol, na Inglaterra, de que os níveis de dióxido de carbono na atmosfera estão próximos de como estavam a 160 anos atrás." (citado por Ken Ward Jr.)

A 'fração aérea' se refere à quantidade das emissões humanas de CO2 que permanecem na atmosfera. Aproximadamente 43% de nossas emissões de CO2 ficam na atmosfera com o restante sendo absorvido por reservatórios de carbono. Mas a fração aérea está aumentando? Um artigo publicado em novenmbro de 2009 não encontrou uma tendência estatisticamente significativa (Knorr 2009). Anthony Watts chamou este resultado de "A bomba de Bristol" - Um resultado potencialmente devastador para o aquecimento global antrópico. Isso foi uma surpresa? O veredito do IPCC de 2007 sobre a fração aérea foi de que "Ainda não existe uma tendência estatisticamente significativa na taxa de aumento do CO2 desde 1958 ... A 'fração aérea' mostrou pouca variação nesse período.(IPCC AR4Não tenho certeza se a mudança entre "não está acontecendo muita coisa" para "ainda não está acontecendo muita coisa, justifica o termo "bomba".

A fração aérea é calculada a partir da taxa de emissões de CO2 humanas e mudanças na concentração de CO2 atmosférico. O aumento global no CO2 atmosférico vem sendo medido diretamente desde 1959 e pode ser calculado a partir de testemunhos de gelo para períodos mais antigos. As emissões de CO2 vêm, principalmente, da queima de combustíveis fósseis com menor contribuição das mudanças no uso da terra. A queima de combustíveis fósseis é calculada a partir de estatísticas internacionais de energia. As emissões de CO2 das mudanças no uso da terra são mais difíceis de estimar e apresentam maior incerteza. As emissões pelo uso da terra são estimadas usando o desmatamento e outros dados de uso da terra, observações de incêndios feitas do espaço e modelagem do ciclo do carbono.

Existem vários estudos recentes para determinar a fração aérea. Em Tendências nas fontes e reservatórios de dióxido de carbono (Le Quere 2009), examinou a fração aérea de 1959 a 2008. Esse período foi escolhido porque temos medidas diretas dos níveis de CO2 atmosférico. As emissões de combustíveis fósseis aumentaram constantemente nas últimas décadas, contribuindo com 8,7 ± 0,5 gigatoneladas de carbono em 2008. Esse valor é 41%  maior do que as emissões de combustíveis fósseis de 1990. As emissões de CO2 do uso da terra foram estimadas em 1,2 ± 0,4 gigatoneladas de carbono em 2008. Note a incerteza proporcionalmente maior em comparação às emissões de combustíveis fósseis.

Nesse período, uma média de 43% das emissões de CO2 de cada ano permaneceram na atmosfera embora haja muita variabilidade de ano para ano. O ruído na fração aérea foi reduzido removendo a variabilidade associada à El Niño Oscilação Sul (ENSO) e à atividade vulcânica. Eles encontraram que a fração aérea aumentou em 3 ± 2% por década. Esta é uma tendência ligeiramente crescente, embora estatisticamente pouco significativa.

Knorr 2009 estendeu essa análise ao ano de 1850 combinando as medidas diretas de CO2 de Mauna Loa e do Polo Sul com os dados de CO2 obtidos de testemunhos de gelo da Antártica. Isso lhe permitiu comparar as emissões de CO2 com os níveis de CO2 atmosférico dos últimos 150 anos.


Figura 1: Aumento observado no CO2 atmosférico das medições diretas, tomando a média de Mauna Loa (Hawaii) e do Pólo Sul (linha sólida fina) e dois testemunhos de gelo: Law Dome (linha fina tracejada) e Siple (linha fina pontilhada). Esses dados são comparados com o total de emissões antrópicas (linha sólida espessa) e com 46% do total das emissões (linha tracejada espessa). (Knorr 2009)

Knorr concluiu que, desde 1850, a fração aérea permaneceu relativamente constante. Quando as emissões de CO2 foram baixas, a quantidade de CO2 absorvido pelos reservatórios naturais de carbono foi proporcionalmente baixa. Com o aumento abrupto das emissões humanas de CO2 no século 20, a quantidade absorvida pela natureza aumentou proporcionalmente. O nível de fração aérea que se manteve foi de cerca de 43%. A tendência encontrada desde 1850 é de 0,7 ± 1,4% por década.

Existem várias diferenças entre as metodologias de Knorr 2009 e Le Quere 2009. O resultado de Knorr não inclui os filtros usados por Le Quéré, ENSO e atividade vulcânica. Contudo, quando Knorr incluiu esses filtros nas suas análises, ele encontrou uma tendência de 1,2 ± 0,9% por década. Esse resultado é menor que o de Le Quéré mas é estatisticamente significativo.

Knorr também encontrou a tendência para 150 anos, enquanto Le Quéré olhou para os últimos 50 anos. Isso pode ser significativo. Se a fração aérea está aumentando, é possível que seja um fenômeno recente devido à perda de capacidade de absorção dos reservatórios naturais de carbono após ficarem saturados. Vários estudos têm encontrado quedas recentes na captação de CO2 pelos oceanos (Le Quere 2007Schuster 2007Park 2008). Contudo, com tantos ruídos, essa é uma questão que exigirá mais dados para ser resolvida completamente.

Por fim, uma perspectiva. Ainda existem áreas de incerteza associadas ao ciclo do carbono. Por causa dessas incertezas os cientistas estão debatendo se a fração aérea estabilizou em 43% ou se está aumentando ligeiramente. Infelizmente, alguns céticos usam essa incerteza para manter a posição de que a fração aérea está perto de 0%.

Refutação intermediária escrita por John Cook


Atualizado em julho de 2015:

Vídeo-aula relacionada ao tema Denial101x - Making Sense of Climate Science Denial

Vídeos adicionais do MOOC

Andy Skuce: The CO2 rise is man man-made

Entrevistas com vários especialistas

Entrevista de especialista com Corinne Le Quéré

 

Última atualização em 8 de julho de 2015 por pattimer. Ver Arquivos

Translation by claudiagroposo, . View original English version.



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