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All IPCC definitions taken from Climate Change 2007: The Physical Science Basis. Working Group I Contribution to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change, Annex I, Glossary, pp. 941-954. Cambridge University Press.

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O que custa menos, mitigação ou adaptação?

O que a ciência diz...

Enquanto a prevenção do aquecimento global custa relativamente pouco, os economistas não conseguem sequer estimar de forma acurada os custos crescentes dos danos climáticos caso continuemos no cenário tendencial ("business-as-usual" em inglês).

Argumento cético...

A adaptação ao aquecimento global custa menos que a sua prevenção

"Se não fizermos nada, os danos causados pelas mudanças climáticas irão custar menos de 2% do PIB até por volta de 2070. Já o custo de se fazer algo será provavelmente maior do que 6% do PIB" (Bjorn Lomborg)

Algumas pessoas têm argumentado incorretamente na mídia que o relatório de IPCC teria concluído ser mais barato se adaptar às mudanças climáticas do que evitá-las. Esse erro decorre do fato de o segundo relatório ter dito, sobre o custo dos danos climáticos,

"as estimativas incompletas das perdas econômicas anuais globais para um aumento adicional de temperatura de ~2°C estão entre 0.2 e 2.0% da receita ... É mais provável que as perdas sejam maiores ao invés de menores do que esse intervalo ... As perdas se aceleram para um aquecimento maior que 2°C, mas poucas estimativas foram concluídas para um aquecimento adicional de 3°C ou superior."

O terceiro relatório afirmou então sobre os custos de se evitar o aquecimento global,

"Cenários de mitigação que atingem concentrações atmosféricas de cerca de 450ppm de CO2 equivalente por volta de 2100 acarretam perdas no consumo global - sem incluir os benefícios de também se reduzir as mudanças climáticas, como os cobenefícios e os efeitos secundários da mitigação ... [isso] corresponde a uma redução anual do crescimento do consumo entre 0.04 e 0.14 (mediana em 0.06) pontos percentuais ao longo do século, relativo ao crescimento anual do consumo, considerando que ele está entre 1,6% e 3% ao ano."

A questão é que esses dois números não são diretamente comparáveis. Um se refere às perdas econômicas anuais, enquanto o outro é expresso como uma leve desaceleração do crescimento do consumo global. Uma vez que esses números possam ser entendidos em termos de seu impacto resultante sobre a economia global, o problema seguinte é que o primeiro deles não é uma estimativa adequada para os custos dos danos climáticos. O IPCC só é capaz de estimar os custos dos danos climáticos para mais 2°C de aquecimento, mas limitar o aquecimento global a mais 2°C exige esforços significativos de mitigação.

Logo, esta estimativa nos mostra apenas os custos do aquecimento global em um cenário onde nós também agimos para reduzir consideravelmente as emissões de gases estufa. Como apontado pelo segundo relatório, os economistas não podem sequer estimar acuradamente os custos dos danos climáticos em um senário tendencial ("business-as-usual" em inglês) com um aquecimento global bem acima de um acréscimo de 3°C. Então, como nós determinamos o caminho economicamente mais vantajoso?

Entendendo os Números com Chris Hope

 Para responder a esta questão, eu falei com o economista climático de Cambridge Chris Hope, o qual me disse que se o objetivo é entender qual é a quantidade ideal de mitigação do aquecimento global, o relatório do IPCC "não nos leva muito longe nessa estrada". Para realizar adequadamente esta comparação, os benefícios de se reduzir os danos climáticos e os custos de se reduzir as emissões de gases estufas precisam ser comparados em vários cenários. Esse é o tipo de estimativa que os Modelos de Avaliação Integrada, como o PAGE de Chris e Mat Hope, foram criados para fazer.

De acordo com o modelo dos Hope, o pico economicamente ideal para a concentração de dióxido de carbono na atmosfera é de cerca de 500 ppm, com um pico de aquecimento da superfície global de  cerca de 3°C acima das temperaturas pré-industriais (cerca de 2°C mais quente do que hoje). Em seu livro The Climate Casino ("O Cassino do Clima"), o economista de Yale William Nordhaus aponta que ele chegou a uma conclusão similar em suas pesquisas de modelagem.

Limitar o aquecimento global a esse nível exigiria grandes esforços para reduzir as emissões de gases estufa, mas, como observou o relatório do IPCC sobre mitigação, isso apenas reduziria a taxa de crescimento econômico global de cerca de 2,3% ao ano para cerca de 2,24% ao ano. De acordo com esses modelos econômicos, essa desaceleração da taxa de crescimento econômico seria mais do que compensada pelas vantagens de se evitar danos climáticos acima do aquecimento global de 3°C.

Apesar de o IPCC não ter feito essa comparação, esses resultados de modelagem econômica são consistentes com seus relatórios. Conforme mostrado na citação acima, o segundo relatório só conseguiu estimar os custos de danos climáticos para um adicional de 2°C do aquecimento global, e observou que além desse ponto, os custos aceleram de tal maneira que se tornam muito difíceis de estimar. Nordhaus apontou, de forma similar,

"Na verdade, estimativas de dano são praticamente inexistentes para aumentos de temperatura acima de 3°C."

Note ainda que essas estimativas levam em conta apenas fatores econômicos, e não consideram outras preocupações sociais, culturais ou éticas, como extinção de espécies ou sofrimento e mortes de seres humanos.

 

Última atualização em 24 de Julho de 2016 por dana1981. Ver Arquivos

Translation by Aldo Fernandes, . View original English version.



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